Inês Bringel: "EuroStars foi uma experiência única e enriquecedora"

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Inês Bringel foi a única portuguesa a integrar a equipa EuroStars, que durante agosto disputou e venceu a Americus Pro Cup, somando sete vitórias e duas derrotas frente às melhores equipas femininas norte-americanas de ultimate.

A internacional portuguesa, que em Portugal joga pelos Ultimate Frisbee Algarve e Vira'o'Disco, fez para a APUDD um balanço desta incrível experiência, que a levou a jogar ao mais alto nível na seleção que integrou as melhores jogadoras da Europa. 

Os jogos da equipa EuroStars podem ser revistos aqui.

 

Qual o balanço desta experiência com EuroStars?
O balanço desta experiência com as EuroStars é super positivo. Ter a oportunidade de jogar com este conjunto de jogadoras, contra as melhores equipas dos EUA, e do mundo, e sobretudo jogar women, que é de facto algo que (ainda) não temos em Portugal. É uma experiência única e enriquecedora.

Esperavam estes resultados que obtiveram? Surpreendeu-te?
Sabíamos que tínhamos uma grande equipa, mas também sabíamos que nunca tínhamos jogado juntas, e que isso em determinados momentos podia reflectir-se de uma forma não tão positiva nos jogos. Ou seja, de certa forma, esperávamos bons resultados, mas acabámos sempre por nos surpreender. E a verdade é que que foi uma sensação muito boa quando conseguimos a vitória contra Riot (actuais campeãs do mundo de clubes).

Como analisas a tua prestação?
De uma forma geral, penso que a minha prestação foi bastante positiva. Fiz uma boa preparação, e isso fez com que os meus lançamentos fossem mais consistentes e fez com que me sentisse muito bem fisicamente (gostaria de deixar um agradecimento ao Tim Morrill, que me orientou nesta fase). No entanto, sou bastante exigente comigo mesma e há sempre muito a evoluir e a trabalhar.

O que gostaste mais nesta competição? E menos?
Tal como já referi anteriormente, o que mais gostei nesta competição, foi o facto de poder partilhar o campo com mais 15 jogadoras fantásticas e jogar contra as melhores do mundo. Poder jogar neste nível de ultimate é uma oportunidade única. O que menos gostei, não é fácil responder a isto, pois efetivamente foi uma experiência muito boa dentro e fora do campo, Hmm... não sei mesmo.

Vais voltar a participar?
Eu gostaria e quero muito voltar a participar. Mas não posso dizer com todas as certezas que vou. Trabalho a recibos verdes, e não é fácil. Para o fazer teria novamente de pedir ajuda, como desta última vez e não sei, logo se vê.

Para finalizar: de que forma esta experiência vai influenciar o teu futuro como jogadora?
Quero mais, ou seja, quero ser melhor, quero treinar mais para conseguir, ou tentar chegar a outro patamar. Mas acima de tudo, esta experiência, fez com que eu quisesse, não só um melhor futuro para mim como jogadora, mas para o ultimate em Portugal em geral. Vou tentar promover mais o ultimate (entrei em contacto com um professor de faculdade) e, acima de tudo, promover o ultimate feminino e a ideia é começar a haver um treino por semana de meninas.