APUDD e WFDF levam desportos de disco até Cabo Verde

manuais caboverde

Chegaram esta semana a Cabo Verde cem exemplares do "Manual de Ultimate e Desportos de Disco nas Escolas", da autoria do presidente da APUDD, José Amoroso. É mais um passo no sentido de implementar a parceria estabelecida entre a APUDD, o Governo de Cabo Verde (através da Direção Nacional de Educação), o Comité Olímpico Cabo-Verdiano (COCV) e a WFDF - World Flying Disc Federation para desenvolver os desportos de disco no país africano.

Em novembro de 2020, um webinar de apresentação do projeto à comunidade educativa atraiu 90 participantes, a maioria agentes educativos de Cabo Verde, e em breve serão enviados mil discos, com o patrocínio da WFDF. Futuramente estão previstas formações para otimizar o ensino do ultimate e de outros desportos no arquipélago.

"Tenho de agradecer à Elianora Sousa, da Direção Nacional de Educação, à Filomena Fortes, do Comité Olímpico Cabo-Verdiano, e ao Volker Bernardi, da WFDF, por acreditarem", afirma o presidente da APUDD, convicto de que será possível replicar em Cabo Verde o modelo de desenvolvimento dos desportos de disco nas escolas seguido em Portugal.

"Pretendemos assim formar professores e técnicos para que as modalidades de disco cheguem ao maior número possível de alunos e jovens. Tal apenas se tornou possível com o apoio da WFDF, que patrocina 1000 discos e 100 manuais de ensino para dar continuidade ao projeto", diz José Amoroso.

O presidente da APUDD, que é também preside à Comissão para o Desporto Escolar e Universitário da WFDF e que representa os países de língua portuguesa na Comissão para o Desenvolvimento e Desporto para Todos da WFDF, assume "um enorme orgulho" por "fazer parte do primeiro projeto da WFDF com esta escala". 

O acordo com Cabo Verde surgiu após um encontro em Lisboa em 2019, com Filomena Fortes, responsável pelo Comité Olímpico Cabo-Verdeano (COCV). "No mês seguindo reuni com Volker Barnardi e procurámos agilizar processos para que pudessemos colocar o projeto em marcha", para o que se revelou "fulcral o contacto com a Elionora Sousa".

Agora, reunidas condições para levar o ultimate e outros desportos de disco até Cabo Verde, o processo está a avançar.  

Filomena Fortes, do COCV, espera que surgam resultados em breve: 

“Tenho certeza que durante este ano poderemos ter já algo palpável sobre a implementação em Cabo Verde”, recordando que foi importante a boa aceitação que os desportos de disco tiveram na primeira edição dos Jogos Africanos de Praia, realizados na Ilha do Sal, em 2019.

Em Cabo Verde procura-se a “diversificação de oferta” da prática desportiva para os jovens e o disco pode ser uma solução barata e integradora para todos, facilitando "a sua implementação e democratização rapidamente" no país.

Entretanto, a APUDD e a WFDF desejam alargar a iniciativa a outros países de língua oficial portuguesa.

“Estamos a tentar com Timor-Leste e estamos igualmente a verificar como podemos chegar a mais países. Se forem na língua portuguesa, melhor”, revela José Amoroso.