Ultimate e desportos de disco conquistam centenas de alunos e professores na Madeira


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Os desportos de disco estão a ter um crescimento impressionante na Região Autónoma da Madeira. Centenas de alunos do 1.º Ciclo aprendem a lançar discos, num projeto do professor Nuno Caçador, que conta com o apoio da Direção de Serviços do Desporto Escolar da Madeira, dos LFO e da APUDD.

Falámos com Nuno Caçador sobre o projeto que está a levar os desportos de disco até à Madeira.


 


Em que consiste este projeto de ultimate na Madeira?

Este projeto pretende divulgar o frisbee e as modalidades de ultimate e frisbee golf nas escolas de 1.º Ciclo da Região Autónoma da Madeira (RAM).


Quantas escolas estão envolvidas? E mais ou menos quantos alunos?

Por questões de logística, disponibilidade de horário, neste momento este projeto direciona-se essencialmente para as escolas de 1.º Ciclo da Madeira e em especial do Funchal, nas quais incluímos escolas públicas e privadas. Até ao final deste 1.º período terão sido abrangidas diretamente cerca de seis escolas de 1.º Ciclo, o que significa entre 500 a 600 alunos.


E que outras atividades têm tido lugar?

Houve ainda uma atividade regional no âmbito da Direção de Serviços do Desporto Escolar da RAM (sob a alçada da Direção Regional de Educação), direcionada para alunos do 1.º Ciclo, mais especificamente alunos do 1.º e 2.º anos, na qual foi incluída uma estação de frisbee e que abrangeu cerca 1000 alunos de toda a região. Ainda no âmbito deste projeto, houve já uma solicitação para ações de sensibilização também no contexto do 2.º Ciclo, tendo uma já sido dinamizada com alunos de 5.º e 6.º anos, cerca 30 alunos. Com a recetividade que tenho tido, julgo que o número de escolas diretamente abrangidas pelo projeto aumentará significativamente, mas só no final é que terei dados mais concretos.


Quais são os principais objetivos deste trabalho?

Divulgar a modalidade, quer aos alunos, quer aos próprios docentes. Se por um lado se pretende introduzir uma nova modalidade que traga outra energia às aulas de Educação Física, por outro lado, associado às mais-valias que se pode retirar da prática de frisbee, pretende-se também desmitificar a ideia que o frisbee é apenas para os nossos amigos caninos e só serve para brincar.


Como tem sido a recetividade dos alunos?

Espetacular! O que mais me tem surpreendido, em primeiro lugar, tem sido a recetividade junto dos próprios professores de Educação Física... Os pedidos para ir às suas escolas são mais que muitos e não tem sido fácil de gerir. É muito bom quando colegas nos dizem algo como "Que interessante! É diferente!", "Quando voltas?", "Já podemos marcar para o próximo ano?", "Podes emprestar-me os frisbees para eu trabalhar com os meus alunos?", "Onde é que se compram os melhores frisbees?", "Quais são os melhores frisbees para estas idades?". Quanto aos alunos, essa recetividade também tem sido fantástica... Julgo que isso se verifica em situações como quando uma atividade termina e os alunos dizem "Já acabou!" ou "Quando é que volta para repetirmos?", ou mesmo quando regresso a uma escola onde estive na semana anterior e temos alunos que foram comprar frisbees para praticar e explicar aos pais e amigos.


Como antecipas o futuro dos desportos de disco na Madeira?

Qualquer modalidade tem o seu futuro assente nas bases e é isso que pretendo e julgo estar a fazer na Madeira. Parece risonho! Mas teremos que deixar crescer mais um pouco para falarmos em algo mais palpável. Contudo, gostaria de futuramente promover um mini encontro entre escolas. Um passo de cada vez... Gostava ainda de sublinhar que este trabalho todo que está a ser desenvolvido não seria possível sem a ajuda e os apoios da Direção de Serviços do Desporto Escolar da Madeira, da Associação Portuguesa de Ultimate e Desportos de Disco e dos Leiria Flying Objects, em particular do José Amoroso, pelo enorme incentivo e apoio dado no início do projeto.